Políciais da 65ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Carauari, a 788 quilômetros de Manaus, em ação conjunta com a Polícia Militar do Amazonas (PMAM), prenderam em flagrante, no domingo (08), um homem de 27 anos por feminicídio praticado contra a sua companheira, de 38 anos. O crime aconteceu na manhã de domingo, na residência da vítima.
O subcomandante-geral da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), coronel Thiago Balbi, destacou que, assim que houve o registro do feminicídio em Carauari, ocorreu imediatamente a troca de informações e a atuação conjunta entre a Polícia Militar e a Polícia Civil, o que possibilitou a rápida localização e a prisão do suspeito.
“Mesmo diante de um caso tão lamentável, ocorrido justamente na semana em que celebramos o Dia Internacional da Mulher, o sistema de segurança pública mostrou mais uma vez sua capacidade de resposta rápida e eficiente. Nosso compromisso é continuar trabalhando de forma integrada para prevenir crimes, proteger as mulheres e garantir mais segurança para toda a população amazonense”, disse o coronel Balbi.
A delegada Renata Viana esclareceu que as Polícias Civil e Militar receberam informações sobre o crime por volta das 6h40 de domingo. De imediato, as equipes se deslocaram até o local onde foi confirmada a veracidade da ocorrência.
“O corpo da vítima foi encontrado na residência com sinais de extrema violência. A vítima apresentava sinais de esgorjamento, o que demonstra a brutalidade do crime. Diante da situação, realizamos o isolamento do local para preservar tanto as provas que serão fundamentais para a investigação quanto a própria memória e a dignidade da vítima”, falou a delegada.
Segundo a delegada, ainda no local do crime, foi encontrada a arma utilizada no crime, uma faca que estava sobre a cama do quarto e ainda apresentava vestígios de sangue.
“As primeiras informações indicavam que o autor do feminicídio seria o companheiro da vítima. Imediatamente, iniciamos diligências com o objetivo de localizá-lo e realizar sua prisão em flagrante. Uma hora depois, o homem foi encontrado em via pública, apresentando sinais de possível uso de entorpecentes. Ele estava bastante alterado e, a todo momento, dizia que estava a caminho da delegacia para se entregar em razão do crime que havia cometido”, contou a delegada.
Conforme a delegada, o indivíduo também chegou a afirmar que teria cometido o crime por acreditar que a vítima mantinha um suposto relacionamento extraconjugal. “Ou seja, além da extrema crueldade do ato, ele ainda tentou atribuir à vítima uma justificativa para o crime, o que, evidentemente, não se sustenta, pois nada justifica um feminicídio”, enfatizou.
Diante da gravidade dos fatos, as equipes da Polícia Civil e da Polícia Militar conduziram o suspeito até a delegacia, onde foi lavrado o auto de prisão em flagrante. Ao final do procedimento, foi representada pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva, e essa medida será analisada pelo Poder Judiciário durante a audiência de custódia.
“Após a lavratura do flagrante, as diligências continuaram. Conseguimos apurar que a vítima era natural do município de Itamarati (a 985 quilômetros de Manaus) e teria se mudado para Carauari após conhecer o autor, com quem tinha iniciado um relacionamento há cerca de seis meses”, disse a delegada.
Segundo ela, o filho da vítima seguiu para Carauari junto com ela e, após a morte da sua mãe, ele recebeu todo o apoio necessário, inclusive com o acompanhamento da Procuradoria Especial da Mulher, da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), que providenciou seu retorno ao município de Itamarati, onde ele poderá receber o suporte de seus familiares neste momento de dor.
“Na casa onde a vítima morava também residiam a mãe do suspeito e o filho da vítima. No entanto, eles não perceberam sinais do crime, já que o homem atacou a companheira na região da garganta, o que a impossibilitou de gritar ou pedir ajuda. O corpo da mulher foi encontrado momentos antes da denúncia, por familiares”, explicou a delegada.
A delegada relatou que os familiares da vítima informaram que ela era uma pessoa reservada, que vivia em casa e que não havia qualquer indício de relacionamento extraconjugal.
“Ainda que isso não tivesse qualquer relevância para justificar o crime, porque nada justifica um feminicídio, é importante esclarecer que familiares do próprio investigado relataram que ele é usuário de drogas e costuma ter episódios de alucinação. Possivelmente, em razão disso, ele teria criado essa narrativa sobre a vítima, algo que, segundo os relatos colhidos, nunca ocorreu”, citou a delegada.
Procedimentos
O homem foi autuado em flagrante por feminicídio e está à disposição da Justiça.
Fonte: ASCOM/PC-AM












