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Operação da Polícia Civil desarticula organização criminosa no Amazonas

Operação da Polícia Civil desarticula organização criminosa no Amazonas

A Polícia Civil do Amazonas deflagrou, na manhã desta sexta-feira (20), a Operação Erga Omnes com foco direto no que classifica como núcleo político associado a facção criminosa Comando Vermelho no estado.

A investigação apura a atuação de uma organização criminosa envolvida em tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva e violação de sigilo funcional com movimentações financeiras que chegam a R$ 70 milhões a partir da criação de empresas de fachada. Segundo a corporação, o grupo teria ramificações dentro da administração pública e operava com movimentações financeiras que ultrapassavam as fronteiras do Amazonas.

Entre os 15 detidos — sendo oito no Amazonas —, estão um servidor do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM) e ex-assessores de três vereadores. As informações são do portal de notícias g1.

A ação cumpre 23 mandados de prisão preventiva e 24 de busca e apreensão em Manaus e nas cidades de Belém (PA), Ananindeua (PA), Belo Horizonte (MG), Fortaleza (CE), Teresina (PI) e Estreito (MA).

Estrutura organizada e uso de empresas de fachada
De acordo com a Polícia Civil, o esquema funcionava com divisão clara de tarefas. Havia responsáveis pela logística do tráfico, operadores financeiros e integrantes encarregados de viabilizar apoio institucional.

As investigações apontam que empresas formalmente registradas eram utilizadas como fachada para lavar dinheiro e dar aparência legal a recursos provenientes do tráfico. Essas estruturas também teriam sido usadas para viabilizar a compra e o transporte de entorpecentes.

Um dos alvos presos é servidor público, o que reforça a linha investigativa sobre possível infiltração do grupo em setores estratégicos da administração.

Drogas vinham da fronteira com a Colômbia
Segundo a apuração policial, os entorpecentes eram adquiridos principalmente na região de fronteira com a Colômbia. A droga seguia para Manaus e, posteriormente, era redistribuída para outros estados.

A capital amazonense funcionaria como ponto de armazenamento e redistribuição, aproveitando rotas fluviais e aéreas para escoamento da carga ilícita. A dinâmica reforça o papel logístico da região Norte nas rotas internacionais do tráfico.

A polícia também investiga o fluxo financeiro gerado pela atividade criminosa, incluindo transferências interestaduais e possível uso de terceiros para ocultar patrimônio.

Apoio interestadual amplia alcance da operação
Devido ao alcance das transações financeiras e às conexões identificadas fora do Amazonas, a operação conta com apoio de forças policiais do Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Pará e Piauí.

O suporte interestadual foi considerado essencial para o cumprimento simultâneo de diligências e para o rastreamento de movimentações bancárias suspeitas. A análise de dados telemáticos e financeiros deve embasar novas fases da investigação.

Operação segue em andamento
A Polícia Civil informou que a Operação Erga Omnes ainda está em curso e que novas prisões podem ocorrer ao longo do dia. O balanço final, com detalhes sobre apreensões e desdobramentos, será divulgado após a conclusão das diligências.

Os investigados poderão responder por organização criminosa, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva e violação de sigilo funcional. As penas, somadas, podem resultar em décadas de prisão.

Com foco declarado no núcleo político ligado ao Comando Vermelho, a ofensiva sinaliza uma nova frente de combate ao crime organizado no estado: além das ruas, agora também nos bastidores do poder.

Fonte: AM POST

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