Um crime chocante interrompeu a calmaria do bairro São José, na Zona Leste de Manaus: um homem foi morto a tiros na porta de casa, sob olhares assustados de vizinhos que não tiveram chance de reação. A execução ocorreu na Rua São Pedro, na noite desta quinta-feira (25), e já põe em alerta moradores e autoridades da região.
De acordo com relatos preliminares da polícia, a vítima — cujo nome e idade ainda não foram divulgados — estava em frente ao imóvel quando foi abordada por criminosos. Sem aviso e com frieza, os agressores dispararam múltiplas vezes contra o homem, que morreu antes mesmo de qualquer socorro ser prestado. A cena é descrita como instantânea e desesperadora.
Agentes da perícia e da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) foram acionados ao local. O corpo será levado ao Instituto Médico-Legal (IML) para exames que apontem causa exata da morte, além de coletar vestígios que possam indicar autoria ou motivação.
O clima no bairro é de tensão. Moradores relatam ter ouvido os disparos com estrondo e, em seguida, silêncio sepulcral. Alguns confessam estar com medo de sair de casa ou voltar tarde à noite: a sensação de que “qualquer um pode ser o próximo” toma conta das conversas nas calçadas. O fato de o crime ter ocorrido tão próximo das residências reforça essa insegurança.
Até agora, não há confirmação de testemunhas que acompanharam o ataque, nem informações claras sobre possíveis inimigos ou conflitos envolvendo a vítima. A polícia terá de seguir caminho difícil, mapear câmeras de segurança nas proximidades, ouvir moradores, buscar pistas nos arredores e cruzar dados para montar hipóteses.
A crueldade do assassinato, em janela tão curta de tempo e com tanta proximidade ao lar da vítima, revela audácia dos autores e fragilidade na prevenção. Para muitos, o crime é um recado sombrio da impunidade que ronda bairros periféricos.
As investigações prosseguem sob sigilo, mas a DEHS já iniciou o levantamento de testemunhas, buscas em câmeras de vizinhança e análise de perfis. A expectativa é de que, em breve, nomes surjam nos autos — e que a família da vítima ao menos tenha chance de justiça e respostas.
Fonte: AM POST












