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Campanha ‘Eu Tenho Pai’: Defensoria Pública mobiliza torcedores durante jogo de futebol no estádio Ismael Benigno

Campanha ‘Eu Tenho Pai’: Defensoria Pública mobiliza torcedores durante jogo de futebol no estádio Ismael Benigno

A Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) levou a campanha “Eu Tenho Pai” ao estádio Ismael Benigno, neste sábado (21), durante a partida entre São Raimundo Esporte Clube e Princesa do Solimões Esporte Clube, válida pela segunda rodada do Campeonato Amazonense de Futebol 2026. Antes da bola rolar, jogadores e equipe de arbitragem entraram em campo com uma faixa da campanha, chamando a atenção do público para a importância do reconhecimento paterno.

A mobilização nos estádios ocorre em parceria com a Federação Amazonense de Futebol (FAF). Com ventarolas distribuídas nas arquibancadas, os torcedores puderam conhecer mais sobre a iniciativa, que busca orientar mães, pais e responsáveis sobre o direito ao nome do pai na certidão de nascimento.

De acordo com o secretário-geral da FAF, Rodrigo Novaes, o futebol é um espaço de grande alcance social e pode contribuir para pautas que impactam diretamente a vida das famílias amazonenses. Ele lembrou que a parceria com a Defensoria foi iniciada na temporada passada e tem se mantido ao longo dos jogos realizados na capital.

“A gente fica muito feliz com a continuidade dessa parceria com a Defensoria. O futebol é um espaço popular, que reúne pais, filhos e famílias inteiras. Quando trazemos uma campanha como essa para dentro do estádio, ajudamos a ampliar essa mensagem sobre a importância da paternidade e do registro civil”, afirmou. “A Federação está de portas abertas para iniciativas que sejam benéficas para a sociedade e para o nosso futebol. É uma causa que merece apoio”.

A primeira mobilização nesta edição do campeonato ocorreu na quinta-feira (19), durante o confronto entre Nacional Futebol Clube e Manaus Futebol Clube, na Arena da Amazônia. A proposta é aproveitar o alcance do torneio para dialogar com o público masculino sobre responsabilidade e presença na vida dos filhos.

Torcedores apoiam iniciativa

Entre os presentes no estádio, a campanha também encontrou histórias pessoais de quem acompanhava a partida. O empresário Bruno Rodrigues, de 35 anos, torcedor do São Raimundo, estava ao lado do filho e falou sobre o significado da ação para ele.

“Estar aqui com meu filho é dar continuidade a algo que vivi com meu pai de criação. Ele não era meu pai biológico, mas foi quem me registrou, me criou e me trouxe ao estádio pela primeira vez. Hoje, poder repetir isso com meu filho é muito especial”, contou. “Eu acho a campanha importantíssima porque ainda existem muitos homens que não registram seus filhos. O pai é quem cria, quem está presente, mas o registro também garante direitos e reconhecimento”.

De Manacapuru, o comerciante Alexandre Queiroz, de 42 anos, viajou para acompanhar o Princesa ao lado do filho Arthur, de 8 anos. Para ele, o debate precisa alcançar cada vez mais pessoas, especialmente nos espaços populares.

“É muito importante falar sobre o registro e sobre a presença do pai. A criança precisa desse vínculo, desse reconhecimento. Trazer essa campanha para o estádio ajuda a lembrar que ser pai é assumir responsabilidade todos os dias”, disse. “A gente tem que incentivar que todos façam o registro e estejam presentes na vida dos filhos”.

Nas arquibancadas, a mensagem circulava entre famílias, grupos de amigos e crianças que acompanhavam a ação ao longo do jogo. A proposta da Defensoria é dialogar com esse público de forma direta, aproximando o tema da realidade cotidiana.

A campanha “Eu Tenho Pai” orienta sobre o direito ao reconhecimento de paternidade e sobre os serviços oferecidos pela Defensoria para investigação, reconhecimento voluntário e inclusão do nome do pai na certidão de nascimento.

Campanha ‘Eu Tenho Pai’

O projeto tem como foco o reconhecimento da parentalidade, com ênfase na paternidade biológica e socioafetiva. A Defensoria oferta exames gratuitos de DNA e orientação jurídica para reconhecimento voluntário ou investigação de paternidade.

“Fomos pioneiros na oferta ampla e gratuita de exames de DNA. Nesta edição, teremos 620 atendimentos na capital e mais 250 no interior. A cada campanha, a demanda aumenta e as vagas para exame de DNA são preenchidas rapidamente”, explicou a defensora pública Sarah Lobo.

Na capital, o mutirão ocorrerá de forma virtual nos dias 24, 25 e 26 de fevereiro e presencialmente no dia 28 de fevereiro. O atendimento virtual atende pessoas que não podem comparecer presencialmente por questões de trabalho, locomoção ou residência em outro município.

No interior, os atendimentos seguem cronograma específico ao longo de fevereiro e da primeira quinzena de março, com agendamento presencial nas sedes da Defensoria.

ASCOM/DPE-AM

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