A população de Manaus voltou a acordar sob uma densa camada de fumaça nesta sexta-feira (9). Logo nas primeiras horas do dia, a Defesa Civil do Amazonas disparou um alerta de emergência via celular com aviso de risco severo, orientando moradores a usarem máscaras de proteção ao sair de casa e a evitarem qualquer exposição ao ar livre.
Medições registradas pelo Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (SELVA) às 5h56 confirmaram o agravamento da crise respiratória. Diversas zonas da capital registraram taxas altíssimas de partículas finas (PM2,5), com picos de até 348,2 µg/m³ — valor que supera em mais do que o dobro o limite inicial da faixa classificada como “péssima” (160 µg/m³).
Além da capital, a fumaça das queimadas atinge gravemente pelo menos nove municípios do interior do Estado. O cenário mais alarmante foi registrado em Parintins, com marcação de 402,6 µg/m³, e Novo Aripuanã, com 370,5 µg/m³. Em Itacoatiara (195,6 µg/m³), o ar péssimo é alimentado por dois incêndios florestais de grandes proporções — um no bairro Jacarezinho e outro no Lago do Canaçari, que já dura 19 dias consecutivos.
Especialistas e órgãos de saúde reforçam que a inalação continuada de PM2,5 representa sério risco de complicações respiratórias graves, exigindo atenção redobrada com idosos, crianças e doentes crônicos.
Qualidade do Ar no Interior do AM (SELVA – 9/10)
| Município | Nível de PM2,5 (µg/m³) | Classificação |
| Parintins | 402,6 | Péssimo |
| Novo Aripuanã | 370,5 | Péssimo |
| Urucurituba | 285,4 | Péssimo |
| Autazes | 282,7 | Péssimo |
| Itacoatiara | 195,6 | Péssimo |
| São Sebastião do Uatumã | 144,6 | Péssimo |
| Maués | 143,4 | Péssimo |
| Boa Vista do Ramos | 138,4 | Péssimo |
| Careiro da Várzea | 135,1 | Péssimo |












